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Tocantinópolis discute fortalecimento da pesca e aquicultura com presença do secretário Rodrigo Ayres e lideranças regionais

  • Foto do escritor: Radar Matopiba
    Radar Matopiba
  • 18 de jun.
  • 4 min de leitura

Agenda reuniu pescadores, representantes do Estado, município, Ruraltins, COOPAAG e Nobre Brasil Consultoria para debater impactos ambientais, desenvolvimento produtivo e integração da cadeia do pescado no MATOPIBA

Tocantinópolis sediou uma importante reunião voltada ao fortalecimento da pesca, da aquicultura e da defesa dos pescadores artesanais da região. O encontro contou com a presença do secretário de Estado da Pesca e Aquicultura do Tocantins, Rodrigo Ayres, além de autoridades estaduais e municipais, representantes dos pescadores, técnicos do Ruraltins, lideranças produtivas, integrantes da COOPAAG e da Nobre Brasil Consultoria Estratégica na Pessoa de Jackson Douglas Fontinele Pereira.

A reunião foi marcada por falas firmes em defesa dos pescadores e por uma agenda concreta de desenvolvimento da cadeia produtiva do pescado, com destaque para o Programa Trilha da Pesca e Aquicultura, política pública estadual que vem sendo conduzida pela Secretaria da Pesca e Aquicultura do Tocantins.

Durante sua participação, o presidente da Colônia dos Pescadores e secretário da Federação de Pescadores do Tocantins chamou atenção para os graves impactos enfrentados pela categoria ao longo dos últimos anos. Segundo ele, a construção da Hidrelétrica de Estreito provocou alterações profundas no rio e afetou diretamente a atividade pesqueira, comprometendo a sobrevivência de muitas famílias que dependem da pesca.

O representante dos pescadores também mencionou os danos provocados pela queda da ponte de Estreito e cobrou maior responsabilização do poder público e dos empreendimentos envolvidos nos impactos ambientais. Em sua fala, destacou que o rio “está adoecendo” e que problemas como a presença de agrotóxicos e a ausência de estudos ambientais adequados precisam ser tratados com seriedade.

Para ele, há uma assimetria que precisa ser corrigida: quando o pescador comete qualquer infração, é punido; porém, quando grandes danos atingem o rio, a fauna aquática e a renda das comunidades pesqueiras, o Estado e os responsáveis precisam agir para reparar, mitigar e prevenir novos prejuízos.

A fala também ressaltou a importância histórica e social da profissão de pescador, definida como uma das atividades de sobrevivência mais antigas da humanidade. O presidente pediu respeito, atenção e políticas públicas permanentes para a categoria, reforçando que os pescadores não querem apenas assistência pontual, mas dignidade, reconhecimento e condições reais de trabalho.

O técnico Mardone, do Ruraltins, reafirmou que o órgão é parceiro dos pescadores e está à disposição para oferecer capacitações, treinamentos, orientação técnica e apoio aos profissionais da pesca e da aquicultura. Segundo ele, o Ruraltins possui equipe técnica preparada para contribuir com ações de qualificação e fortalecimento produtivo.

O secretário municipal de Agricultura de Tocantinópolis, Jhonatan, agradeceu a presença do secretário Rodrigo Ayres e das demais autoridades envolvidas no evento. Também registrou a participação de Jackson Pereira, da Nobre Brasil Consultoria Estratégica, e de Alexsandro, representante da COOPAAG.

Jhonatan destacou que o município pretende avançar na elaboração do Plano Municipal de Desenvolvimento da Pesca e Aquicultura, construído de forma participativa, com apoio do Governo do Tocantins, da Secretaria da Pesca, dos pescadores, produtores, entidades representativas e parceiros institucionais.

Em sua fala, o secretário Rodrigo Ayres agradeceu a presença de todos e reafirmou a importância da criação da Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura pelo governador Wanderlei Barbosa. Segundo ele, a existência de uma pasta específica para o setor demonstra o compromisso do Governo do Tocantins com os pescadores, com a aquicultura e com o desenvolvimento sustentável do Estado.

Rodrigo Ayres lamentou os relatos sobre os impactos causados pela construção da Hidrelétrica de Estreito e se colocou à disposição para contribuir com os encaminhamentos necessários, buscando alternativas para que os danos sejam avaliados e para que os pescadores tenham suas demandas ouvidas com responsabilidade.

O secretário também reforçou a importância da atuação municipalista da pasta. Segundo ele, o Programa Trilha da Pesca e Aquicultura foi concebido justamente para ouvir os municípios, entender a realidade local, identificar vocações produtivas e construir ações concretas a partir do Plano Municipal de Pesca e Aquicultura.

A proposta é que cada município tenha um plano adaptado à sua realidade. Após a elaboração, com participação dos pescadores, produtores, técnicos e gestores, o documento poderá ser encaminhado pelo prefeito à Câmara Municipal para se transformar em lei municipal, garantindo segurança institucional e continuidade às políticas públicas do setor.

A experiência do Tocantins chama atenção por reunir planejamento, legislação, assistência técnica, valorização dos pescadores, incentivo à aquicultura, pesca esportiva, turismo, geração de renda e preservação ambiental. Esse modelo pode servir de referência para outros estados do MATOPIBA — Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — região estratégica para o desenvolvimento agroprodutivo, hídrico, logístico e ambiental do país.

Sob a condução de Rodrigo Ayres, a Secretaria da Pesca e Aquicultura do Tocantins tem avançado em iniciativas estruturantes, como a interiorização das ações da pasta, a elaboração de planos municipais, a cooperação técnica com prefeituras, o incentivo à produção de pescado, a capacitação de pescadores e produtores e a realização do Circuito Tocantinense de Pesca Esportiva, que movimenta o turismo, o comércio local e a economia regional.

A pesca e a aquicultura deixaram de ser tratadas apenas como atividades tradicionais e passaram a integrar uma agenda estratégica de desenvolvimento. No contexto do MATOPIBA, essa visão é ainda mais relevante, pois a região possui rios, lagos, reservatórios, comunidades pesqueiras, áreas produtivas e potencial para instalação de cadeias completas: produção, beneficiamento, industrialização, turismo de pesca, comercialização e segurança alimentar.

A presença da COOPAAG e da Nobre Brasil Consultoria Estratégica no encontro reforça essa conexão regional. A cooperativa vem discutindo projetos produtivos ligados à aquicultura, incluindo tanques-rede, estruturação de produção organizada e possíveis ações de beneficiamento. Já a Nobre Brasil atua na articulação institucional, planejamento estratégico, estruturação de projetos e integração entre municípios, setor produtivo e poder público.

O encontro em Tocantinópolis demonstra que o desenvolvimento da pesca e da aquicultura exige mais do que discursos. Exige escuta dos pescadores, diagnóstico ambiental, planejamento técnico, legislação municipal, cooperação entre Estado e municípios, responsabilização pelos danos ambientais e capacidade de transformar vocações locais em políticas públicas permanentes.

Ao colocar a pesca no centro da agenda pública, o Tocantins se posiciona como referência para o MATOPIBA. E a atuação do secretário Rodrigo Ayres à frente da Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura mostra que, quando há planejamento, presença nos municípios e compromisso com quem vive da água, é possível transformar a pesca em vetor de desenvolvimento, inclusão produtiva, turismo, renda e sustentabilidade.

 
 
 

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